Categoria | Análises

CENSO 2010 – Potencial Demográfico dos Municípios Maranhenses para Negócios

Saíram do forno os primeiros dados do CENSO 2010. Hoje o IBGE publicou no Diário Oficial da União a população brasileira por município, unidade da federação e região. Somos 185.712.713 habitantes em todo o Brasil, representando um crescimento de 9,37% em relação ao CENSO2000 (169.799.170 pessoas). No Maranhão, houve um crescimento de 13,7% (superior à média nacional), atingindo um contingente populacional de 6.424.340 (5.651.475 em 2000). Veja no site do IBGE os Resultados do Censo 2010

Alguns municípios tiveram um crescimento bastante significativo, o que me fez lembrar que, em alguns casos, esses números poderiam estar inflados por redefinições territoriais de pendências anteriores ao CENSO 2000 (se alguém tiver informações adicionais sobre o tema, favor complementar em comentário). Isso talvez explique o fato de São Luís não ultrapassar a casa de 1 milhão de habitantes, enquanto São José de Ribamar cresceu assustadores 49,7% – de 107 mil para 160 mil habitantes,além de Paço do Lumiar, que pulou de 76 mil para 104 mil habitantes (crescimento de 37,2 %).

Para facilitar as contas, aceitemos que São Luís ainda não tenha 1 milhão de habitantes, mas a Ilha de São Luís conta hoje com 1,25 milhão de moradores (contra 1,07 milhão em 2000 – crescimento de 17% no período), o que é bastante coisa.

IBGE_CENSO2010_POTENCIALIDADE_MUNICIPIOS_MA

Alguns fatos chamam a atenção nesse dados iniciais divulgados hoje. em primei lugar, os grandes saltos populacionais como os ocorridos em :

Balsas (de 60 mil para 83 mil, cresc. de 38%) (agrobusiness);

Barreirinhas (de 39 mil para 53 mil, cresc. de 35%) (turismo);

Bom Jesus das Selvas (de 16 mil para 27 mil, cresc. de 66%) (indústria?, minério? madeira?)

Estreito (de 22 mil para 35 mil, cresc. de 53%) (hidroelétrica e investimentos);

Grajaú (de 47 mil para 61 mil, cresc. de 30%) (???);

Itapecuru (de 42 mil para 61 mil, cresc. de 43%) (mais ???) e

Vargem Grande (de 34 mil para 49 mil, cresc. de 42%) (soja como Chapadinha?).


Em segundo lugar, é possível  perceber uma certa redução de ritmo de crescimento ou, até mesmo, uma estagnação populacional em alguns municípios, como:

Bacabal (de 91 mil para 98 mil, cresc. de 7%);

Barra do Corda  (de 78,1 mil para 78,8 mil, cresc. de menos de 1%);

Codó (de 111 mil para 115 mil, cresc. de 3,5%);

Coroatá (de 55 mil para 59 mil, cresc. de 6,5%);

Imperatriz (de 230 mil para 245 mil, cresc. de 6,5%);

Lago da Pedra (de 40 mil para 43 mil, cresc. de 7%) e

Zé Doca (de 46 mil para 49 mil, cresc. de 6,4%).


IBGE_CENSO2010_POTENCIALIDADE_MUNICIPIOS_MA_(ate_75_mil_hab)_SMALL


Bem, as razões para cada caso podem e devem ser encontradas e trabalhadas pelas lideranças políticas, sociais e econômicas de seu município. O que nos interessa aqui é o potencial demográfico para consumo e, nesse cenário projetado pelos dados iniciais do CENSO 2010, podemos dizer que o Maranhão tem hoje 32 municípios com população suficiente para atrair investimentos no varejo e na prestação de serviços (vide quadro em anexo), considerados em sete categorias abaixo descritas.

Na primeira delas, há São Luís somente (1 milhão de habitantes). Na segunda categoria, novamente apenas um município: Imperatriz (250 mil habitantes). Já na terceira, temos: São José de Ribamar, Caxias e Timon (150 mil habitantes). Na quarta categoria, a de 100 mil habitantes, estão: Açailândia, Bacabal, Balsas, Codó e Paço do Lumiar. Na quinta, os munícipios da faixa dos 75 mil habitantes são Barra do Corda, Chapadinha, Grajaú e Itapecuru, Pinheiro e Santa Inês. A penúltima categoria, a dos 50 mil habitantes, é a de Barreirinhas, Coelho Neto, Coroatá, Presidente Dutra, Santa Luzia, São Bento, Tutóia, Vargem Grande, Viana e Zé Doca. Já a sétima e última delas representa municípios com população na faixa de 35 mil habitantes, mas que têm registrado altos índices de crescimento populacional, como: Bom Jesus das Selvas, Estreito, Lago da Pedra, Rosário e Santa helena.


É possível estabelecer o potencial de determinadas praças. Ainda em teoria, antes de qualquer aprofundamento, podemos dizer que um universo de 250 mil habitantes pode suportar até duas unidades comerciais para o público das classes A1, A2 e B1 (de R$ 5 mil a R$ 15 mil / mês de renda familiar). E em São Luís, dependendo do caso, este número pode chegar a até 5 unidades da mesma marca. Estamos falando de potencial para as grifes de roupas mais famosas e os fast-foods mais desejados. o faturamento médio esperado (nunca inferior a R$ 150 mil reais / mês) pode ser alcançado nesse cenário. O mínimo para um empreendimento desse tipo seria uma população de mais de 100 mil pessoas, mas vale a penas mencionar que uma cidade pode atingir o potencial esperado, caso haja, em sua dinâmica mercadológica, outras cidades próximas, tornando-a um conglomerado urbano de município-polo com suas cidades satélites.

Além desse padrão de empreendimento, há outros para o público-alvo das classes B1, B2 e C1 (de R$ 1,5 mil a R$ 5 mil de rende familiar / mês). Para esses casos, há empreendimentos de comércio varejista e de prestação de serviços que demandam faturamento médio entre R$ 60 mil e R$ 120 mil), que demandam janelas de 50 mil habitantes para a viabilidade de um ponto comercial da marca. Assim, nesses casos, de maneira genérica, São Luís poderia suportar de 10 a 15 unidades desse tipo de negócio); Imperatriz poderia chegar até a 5 unidades; Caxias e Timon, até a 3 unidades; As cidades na faixa dos 100 mil habitantes poderiam ter duas unidades; as de 75 mil pessoas, de uma a duas unidades; os municípios na faixa dos 50 mil habitantes, teriam 1 unidade. E, por último, os municípios promissores, de rápido crescimento, na faixa de 35 mil pessoas, caso se configurem em polos locais, podem ter uma unidade.


Isso mostra o imenso potencial de negócios locais para o nosso estado. basta que se queira analisar os números, não é mesmo? Continuarei tratando desse tema ao longo do mês de novembro. Muito rico e desafiador. Um abraço a todos.


Postado em Análises1 Comentário

Neuromarketing – A Lógica do Consumo

Não é de hoje que Martin Lindstrom persegue verdades e mentiras a respeito do comportamento dos consumidores. Antes, ele já abordava o assunto do marketing Sensorial em seus livros BRAND SENSE e BRANDCHILD, mas em BUYOLOGY (A LÓGICA DO CONSUMO), Lindstrom se superou. Os mais de três anos investidos em pesquisas em cinco países envolvendo 2.000 pessoas, demonstram, por meio do NEUROMARKETING, onde e em que situações os investimentos em marcas e também em seu desenvolvimento e divulgação dão retorno, considerando o produto, seus apelos, os objetivos mercaodológicos e as emoções pretendidas em cada segmento de consumo. A LÓGICA DO CONSUMO é um livro que vale a pena ser comprado e lido várias vezes e, certamente, não pode faltar na prateleira de um especialista em MARKETING. Consulte em http://www.alogicadoconsumo.com.br.

GNA_POST_BUYOLOGY_CARROUSSEL - MEDIUM

Martin Lindstrom, especialista em marketing sensorial é um dinamarquês de 40 anos, autor de “A LÓGICA DO CONSUMO” – Verdades e Mentiras sobre Porque Compramos. Neste livro, Lindsrom tenta analisar o que faz as pessoas comprarem. O autor tenta identificar os fatores que influenciam as decisões dos compradores  em um mundo abarrotado de mensagens publicitárias, slogans, jingles e endosso de celebridades. Por meio de estudos envolvendo a Psique Humana, Lindstrom discute o subconsciente e como ele desempenha papel relevante na decisão de comprado consumidor. O estudo envolveu a observação em vários experimentos de aprox. 2.000 pessoas durante três anos (http://en.wikipedia.org/wiki/Martin_Lindstrom).

Ele também é palestrante e fundador de várias empresas como a BUYOLOGY. Em 2009, a revista TIME o nomeou uma das 100 pessoas mais influentes do mundo por seu trabalho sobre a ciência do marketing. Entre seus trabalhos anteriores, encontramos também “MARCA SENSORIAL”, “BRANDCHILD” e Brand Building On The Internet.

Postado em AnálisesAinda sem comentários

O que é verdadeiro nas mensagens das empresas?

SANTANDER_FORMULA1_ALEMANHA

Tenho ficado muito tocado com a última campanha promocional do BANCO SANTANDER “VAMOS FAZER JUNTOS”. Fiquei mesmo com vontade de abrir uma conta nesse banco. O conceito de utilidade, da compreensão da individualidade e dos valores de seus clientes, de que um banco faz parte de comunidades, muito mais que de uma globalidade, tudo isso toca profundamente nos leitores. Você chega a acreditar (o que é raro em mídia de massa nos dias de hoje). Mas eis que acontece o GP da Alemanha de Fórmula 1 no domingo, dia 25 de junho…

Um dos principais patrocinadores da FERRARI é justamente o banco de origem espanhola, cujo grande piloto espanhol de Fórmula 1, Fernando Alonso, tem demonstrado ser mais rápido do que o piloto brasileiro Felipe Massa, seu companheiro de equipe. Acontece que, nesse domingo, Massa fez uma largada impecável, estava rápido e merecia vencer a corrida. Mas isso não aconteceu.

A FERRARI, sabe-se lá porque, preferiu “melar” a competição, dando ordem para que Massa deixasse seu companheiro de equipe ultrapassá-lo. Talvez porque ele tivesse mais pontos no campeonato; talvez porque fosse mais rápido; talvez porque tenha um contrato que dá privilégios a ele. Não sei. Nem importa.

O que me incomodou é que o ocorrido evidencia favorecimento de um em detrimento de outro. O que para mim contrasta com a proposta de valor que o BANCO SANTANDER tem veiculado na mídia brasileira. Fosse a favor ou contra brasileiros, sou indiferente a isso. Esperaria somente que os critérios fossem os mesmos, que eles fossem justos.

Procurei no site do banco no Brasil www.santander.com.br e não encontrei um link fácil para uma Ouvidoria, ou algo do tipo “Fale com o Presidente. Só encontrei tópicos relacionados a produtos. Se houver, peço que me informem, pois gostaria de enviar um e-mail com esse questionamento.

Então, o que é verdadeiro na proposta do Banco Santander? Se o que vejo na TV é fruto dos valores e interesses legítimos que se compreende das imagens, sons e texto de suas peças publicitárias, então o BANCO SANTANDER deve uma mensagem a seus clientes e potenciais clientes, esclarecendo sua posição diante da situação e deixando claro que não manterá a associação de seu nome com uma equipe de corrida que não sabe respeitar os valores que estão por trás dos esportes.

Será que faz? Duvido. Faz se fizer, ganha minha conta e a de muita gente. Tenho certeza.

Postado em Análises1 Comentário

50 Maiores Pensadores em Gestão 2009

GNA-T50-EPOs 50 maiores pensadores em gestão estão aqui.

A inglesa Suntop Media realiza a cada dois anos um ranking dos 50 maiores pensadores de gestão e negócios do mundo e publicou recentemente a sua lista de 2009. Veja os dez primeiros aqui:

1- C.K. Prahalad (competências, desenvolvimento de negócios para populações de baixa renda);

2- Malcolm Gladwell (mudanças por contágio social, processos decisórios inconscientes);

3- Paul Krugman (erradicação da pobreza, energias renováveis);

4- Steve Jobs (inovação, conceito e design);

5- Chan Kim & Renée Mauborgne (alinhamento estratégico, novos paradigmas para negócios);

6- Muhammad Yunus (erradicação da pobreza, inclusão social);

7- Bill Gates (desenvolvimento tecnológico, financiamento de projetos relacionados à educação e à saúde);

8- Richard Branson (visionário, liderança por exposição);

9- Philip Kotler (marketing) e

10- Gary Hamel (papéis do gestor, competências organizacionais).

Acesse a lista completa de 2009 e também dos biênios anteriores a partir da seção 2009 Results.

Vale a pena conferir!

 

Postado em AnálisesAinda sem comentários

Interbrand apresenta BEST GLOBAL BRANDS 2009

INTERBRAND - BGB 2009

INTERBRAND - BGB 2009

A consultoria de marketing britânica INTERBRAND apresentou no final de setembro de 2009 o seu relatório BEST GLOBAL BRANDS 2009.

Sua metodologia de cálculo do valor das marcas considera receitas totais da marca, menos custos custos operacionais, impostos e custos financeiros, mais os ganhos com a marca, além do potencial da marca, que avalia sua posição em relação ao mercado, liderança, tendências, diversificação, apoio, suporte, estabilidade e proteção. Com isso, chega-se a um valor (apresentado em milhões de dólares).

Segundo o relatório de 2009,  as 10 maiores marcas mais valiosas do mundo são…

1. Coca-Cola 68.734 ($m)
2. IBM 60.211 ($m)
3. Microsoft 56,647 ($m)
4. GE 47.777 ($m)
5. Nokia 34.864 ($m)
6. McDonald’s 32.275 ($m)
7. Google 31.980 ($m)
8. Toyota 31.330 ($m)
9. Intel 30.636 ($m)
10. Disney 28.447 ($m)

Baixe o relatório completo e faça sua própria análise. Se você desejar, no site da INTERBRAND é possível baixar os relatórios de anos anteriores e montar sua base de dados referenciais sobre o assunto desde 2001. Vale a pena.

Postado em AnálisesAinda sem comentários

Millward Brown lança BRANDZ TOP 100 2009

BRANDZTOP100A empresa de pesquisa de mercado e consultoria em branding Millward Brown lançou a quarta edição de seu relatório das 100 marcas mais importantes do mundo (BRANDZ TOP 100 2009). Apesar de parecer notícia velha (o relatório foi divulgado em 29 de abril de 2009), resolvi postar informações sobre a MB por não identificar referências ao lançamento, principalmente aqui no mercado maranhense de mídia. Continue Reading

Postado em Análises5 Comentários


Downloads

Pesquisas

Qual o principal problema de gestão na sua empresa?

View Results

Loading ... Loading ...